(Um post para Juliana, Marcião, Adriana, João, Rodrigo, Vinicius, Fred, Feijó, e demais amigos de Londrina que queriam ter visto este show.)
24 de junho de 1995. Era uma noite fria em Curitiba. Chegamos na cidade lá pelas 9 da noite e penamos um pouco pra encontrar o Aeroanta. Viemos com o Chevette do Zarolho. Além do próprio Zarolho, João, Patinho e eu.
Apesar de eu ter abandonado os caras e voltado de ônibus porque batemos o carro e eu não estava com saco de esperar o conserto na chuva, o show foi um dos melhores da minha vida. O Aeroanta estava lotado até o teto. Mal dava pra ficar em pé pelas próprias pernas, tamanho era o empurra-empurra. Quanto mais pogar.
Só pra exemplificar, tomei um tapa de uma garota, depois de dar uns pulos e desferir uns chutes (sem querer, é claro) na bunda da pobre coitada... Portanto, imaginem como estava apertado.
E, é claro, fiquei muito impressionado com o pique da banda e com a técnica dos caras. Todos tocavam muito. Era pra deixar qualquer metaleiro cabaço, chupador de Angra, com inveja.
Exatos 11 anos, 4 meses e 3 dias depois...
Show do Toy Dolls em Curitiba - 27/10/2006

O show foi no mesmo lugar, agora chamado de Espaço Callas. O lugar está um tanto quanto decadente. Porém, o palco é grande, alto, o espaço para o público é sucifiente e a acústica do lugar é muito boa.
As 23:56, exatamente, o Toy Dolls aparece no palco ao som de “The Final Countdown”, em playback, cantado em uma versão totalmente escrachada. Em seguida, já emendaram “Dig That Groove Baby”.

Com exceção da terceira música, do novo disco, e “Alec’s Gone” (do Absurd-Dities), a banda só tocou clássicos (não que eu não goste dos discos novos – aliás, gosto de todos). “I’ve Got Asma”, “Olga, I Cannot”, “Sabre Dance”, “Wipe Out”, “Back to 79”, “Lambrusco Kid”, “She Goes To Finos”, “Nellie, The Elephant”, “Glenda and The Test Tube Baby” etc.
Alías, o show reservou algumas surpresas, como Olga com uma careca fake na hora de tocar “Yul Brynner Was A Skinhead”, uma garrafa-bóia de Lambrusco enorme, com direito a estouro de confete na hora de “Lambrusco Kid”, Olga vestido de capeta, strip-tease do Olga e do baixista (Tom Goober) ao som de um solo de bateria, e uma apresentação especial: uma “dança do ventre” apresentada pelo baixista e sua barriga gelatinosa.

Legal também a apresentação das velhas coreografias, o Olga solando “When The Saints Go Marching In 25” montado no ombro do baixista, o batera moendo “Wipe Out” em uma velocidade insana e o público prestando atenção nos solos do Olga durante “Tocata Dm”, Wipe Out” e “Sabre Dance”. Poucos pogavam. A maioria ficou olhando para as mãos dele moendo a guitarra. Realmente impressionante.
Os novos integrantes mostraram não ficar devendo nada para o bom e velho Marty (baterista anterior) e para os antigos baixistas. E o som estava perfeito. Os solos, o baixo, a bateria, os backings, tudo.

Incrível também é o pique do Olga. Ele deve estar, pelos meus cálculos, com 47 anos. É quase um vovô do rock. E ainda pula, canta, sola, e o diabo. Tá certo que ele dobrou de peso (ele devia ter uns 35 quilos 11 anos atrás, parecia um stickman – hoje deve estar com 70), mas ainda continua agitando muito.
Foda foi não estar com os irmãos de Londrina, que cresceram comigo escutando Toy Dolls.
Como o Olga mesmo disse, esta talvez seja a última turnê. Talvez. Quem sabe, daqui uns anos, eles voltem.
Estamos esperando...
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Em breve o Digão deve fazer um post com mais fotos e link para a entrevista coletiva com a banda.
Valeu pelas fotos, Digo.
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Fotos por Digão Duarte.