Preto Fosco!

PRETO FOSCO ENTREVISTA No. 5

O Preto Fosco Entrevista dessa semana é com MariBee. Publicitária formada pela UFPR, naquela turminha que entrou em 2000, nasceu em Maringá há 24 anos, apesar de preferir dizer que é de Londrina. Apavorou a piazada no James Bar durante os anos de faculdade, sempre acompanhada pela intrépida Milana. Hoje mora em São Paulo, trabalhando em um grande instituto de pesquisa e passa os sábados regados à muito ócio e baião de dois.

Punk-rocker desde mocinha, costuma gastar as horas livres escutando The Clash e bebericando algo alcoólico no seu tapete vermelho, alias, tapete mais preguiça do mundo! Vive dizendo que vai aprender a tocar baixo, mas a lombra do dia à dia é sempre terreno fértil para desculpas esfarrapadas. Aliás, a música acabou virando um problema conjugal em sua vida, já que ela namora um hardeiro daqueles que só falta ter bigode.

Incluída no Tipos há pouco tempo por este que vos escreve como segundo elemento do Preto Fosco, Mari ainda não começou realmente a apresentar suas palavras por aqui. Espero que esta entrevista anime a moçoila.[Preto Fosco]: Vamos direto ao que interessa. Como e quando o punk-rock apareceu na sua vida? Foi difícil ser a única menina que gosta desse tipo de som na sua turma? Ou você tem alguma amiga linda que gosta de punk-rock e nunca me apresentou, pilantrinha?
[Bee]: O Punk apareceu na minha vida em 1994, quando foi lançado o Dookie do Green Day e um cara da minha sala me emprestou. Foi um pouco difícil ser a única mina que curtia PR na minha turma: todas as outras gostavam de breganejo, axé e temas de novela. Mas foi difícil não porque os gostos eram diferentes, mas porque eu não me contentava em ficar no meu canto com meu gosto "de menino", eu precisava tirar uma onda... daí elas também se sentiam no direito e pronto, confusão armada.

[Preto Fosco]: Estava conversando com uma amiga em comum esses dias sobre essa história de você aprender a tocar baixo e ela, que toca bateria e é tão descoordenada quanto você, duvidou da sua capacidade. Afinal, você vai aprender a tocar baixo ou não? E você acha que seu pequeno problema de coordenação motora será um empecilho?
[Bee]: Eu concordo plenamente com esta nossa amiga em comum quanto à desconfiar da minha capacidade motora. Se isso não bastasse, ainda tem o fato de eu não ter rítmo nenhum. Como você mesmo pôde presenciar, encontro dificuldades até em bater palmas de forma ritmada durante o parabéns pra você.
Agora, pensando polianamente, prefiro ver a falta de coordenação motora e a ausência de ritmo como desafios. Assim como tem gente que escala o Everest, eu só quero tocar baixo.


[Preto Fosco]: Pudim ou Flyer? James ou Sarajevo? Réles ou Ira? Afinal, Curitiba ou São Paulo?
[Bee]: Adoro ir ao Pudim quando vou visitar os amigos em Curitiba, mas o Flyer já é quintal de casa.
Já faz tempo que não vou no Sarajevo, mas desconsidero o James como um lugar divertido: da última vez que eu fui lá tocou (em plena 4ª rock) uma espécie de emo-eletrônico e Kiss!! Se fuder!
Réles ou Ira? Nenhuma das duas! Fico com Ultraje...


[Preto Fosco]: Mari, seja sincera: você ronca?
[Bee]: O Fe diz que sim, mas eu duvido. Acho que, no máximo, ronrono...

[Preto Fosco]: Você teve a sorte de encontrar um cara muito bacana com apenas 21, 22 anos. Eu, que estou com 30, como mais alguns amigos, sei que não é fácil encontrar a pessoa certa no momento certo. Levando em conta isso tudo, você acha mesmo que o Sid matou a Nancy?
[Bee]: Eu aposto que sim. Se eu usasse heroína, certamente ja teria matado alguém durante uma DR.

[Preto Fosco]: Semanas atrás eu entrevistei a Mila, sua fiel companheira de presepadas aqui em Curitiba. Como funcionava essa parceria? Quem era o homem da relação? Explique, justifique e conte-nos uma história das boas.
[Bee]: Pra começar essa idéia de que existia uma homem da relação só pode ter vindo mesmo de uma mente masculina. O que posso dizer sobre o tema homem em relação ao nosso relacionamento é que, invariavelmente, era tema de piadas (ainda que o assunto começasse sério).
Nossa relação consiste em muito amor, carinho, compreensão e planos maquiavélicos para dominar o mundo. Já as boas histórias a gente só conta depois de doses alcoólicas generosas.


[Preto Fosco]: Você é uma pessoa muito racional, que pensa muito nas coisas antes de tomar uma decisão. Isso sempre foi assim? Você consegue jogar cubo mágico, xadrez ou até mesmo damas sendo assim tão pensante?
[Bee]: Um ser pensante eu sempre fui. Conseguir jogar esses jogos eu até consigo, mas pra quê? Há coisas mais interessantes pra se fazer. Se você fosse um ser pensante, gastaria seu tempo com cubos mágicos, xadrez ou damas?

[Preto Fosco]: Seu histórico escolar diz que você foi uma garotinha violenta. Por que você dava porrada nos seus coleguinhas?
[Bee]: Porque elas dançavam axé, achavam que Ramones era um tipo de planta e achavam o máximo da diversão dar voltinhas a pé na Avenida. Ou porque eram meninos que ficavam pegando no meu pé e me dando apelidos (quando não estavam correndo atrás de mim gritando zzZZZzzzzZZZZZzZZZZzzzz por causa do meu sobrenome). Agora é bom explicar que parti para a agressão física poucas vezes, até porque sempre me dei melhor com a agressão verbal - e tenho consciência que minha falta de coordenação motora se manifestou cedo. Mas em suma, basicamente porque já fui mais intolerante.

[Preto Fosco]: Todo casal em que um é corinthiano e o outro palmeirense enfrenta um problema: pra que time os filhos vão torcer. No seu caso, seu filhos vão poder escutar Kiss e Dio (aquele anão de jardim cantor)? Nem um Sabbathzinho?
[Bee]: Eles vão escutar o que quiserem, desde que seja rock'n roll (entenda-se aqui que emo e pop-rock não estão neste estilo). Mas é claro que acredito que pelo menos um deles vai ouvir punk e tirar sarro dos irmãos metal/hardeiros.
Sobre Kiss e Dio, temos um acordo: não tocam lá em casa quando eu estou. Assim como respeito o gosto alheio e não toco Pistols no talo quando ele está em casa.


[Preto Fosco]: Fiquei sabendo que lançaram um kit carrinho tromba-tromba (aquele borrachão em volta da viatura) com limitador de velocidade para carros de passeio. Você acha que esse equipamento poderia reduzir o rombo no seu orçamento com idas à oficina e multas?
[Bee]: As idas à oficina com certeza, ainda mais quando eu quiser discutir com bichas bombadas no meio da noite. Mas com as multas... bem, o limitador de velocidade resolveria o problema de 50% delas, mas tiraria toda diversão de dirigir...

[Preto Fosco]: Por que raios mulheres gostam de roupas e acessórios de oncinha? Você acham aquilo realmente bonito? Uma vez eu vi você rodeando um All Star de oncinha. Cada coisa...
[Bee]: Mulheres gostam de coisas estranhas pelos mais diferentes motivos. O All Star de oncinha é meu jeito de ser perua.

Gostaria de agradecer à graciosa MariBee pelas respostas tão criativas e divertidas, apesar de um tanto fantasiosas.

--- PULGA ---

Sim, era pra ser o Moraes. Mas ele tá mesmo trabalhando bastante e anda sem tempo. Esperaremos até a semana que vem. :)

Publicado em 18 de julho de 2007 às 09:36 por daniel

Comentários

    • Clap, clap, clap! Temos histórias de infância/adolescência parecidas, eu curtia som gótico. Gótico não é o EMO de hoje, pelo amor de Dios. Invariavelmente me metia em furadas na Av. Augusta, apanhando dos Carecas do ABC, ou dos White Power. Nem preciso dizer que minha mãe arrancava os pentelhos em casa até eu chegar.
      É sempre maravilhoso ser diferente, eu continuei e continuo, ainda hoje ando de sobretudo e coturno, ouço o mesmo som, gosto pacas de Dead Kennedys também... Esse texto me levou a lembranças ótimas...! Foda!
    • por estela
    • 18.Jul.2007 às 12:15 - Permalink - Reportar
    estela
    • Hahaha
      É incrível a quantidade de confusão que a gente arruma só de curtir um som e um visual...
      Nunca tive os cabelos espetados e demorei um pouco pra comprar um coturno, mas durante uma época eu jurava que era skatista, então andava com aquelas calças que o gancho vai até o joelho e até tentava umas manobras (que invariavelmente terminavam no chão). Eu achava lindo e minha mãe queria morrer... hehehe
      Enfim, bem que você falou, são ótimas lembranças!
    • por maribee
    • 19.Jul.2007 às 09:16 - Permalink - Reportar
    maribee
    • saudade de tomar uma com a mari e o fe. tah bom, com vc tb daniel, mas a gente vai fazer isso daqui a pouco.
    • por andre
    • 19.Jul.2007 às 10:28 - Permalink - Reportar
    andre
    • Logo mais, na seqüência. :)

      Mari: skatista? hhaUhauhaUHAUAHUAHAUAhua
    • por ben grimm
    • 19.Jul.2007 às 10:30 - Permalink - Reportar
    ben grimm
  1. maribee
  2. ben grimm
    • =)achei super legauuu!
      divertido osaite
      bjus
    • por flavia
    • 18.Out.2007 às 11:36 - Permalink - Reportar
    flavia
    • putz o almanaque do tipos é foda! os bons tempos nem ficam lone, são logo ali, já dizia o fernando vanucci.
      agora: cadê o PFE 2008?!
    • por groucho
    • 18.Jul.2008 às 11:33 - Permalink - Reportar
    groucho
Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado

captcha

Digite os caracteres da figura acima. Temos que fazer isso para evitar spam.





O velho punk de sempre.
Na cidade dos vampiros.

100% livre de lirismo hippie.

Ainda não é cadastrado? Cadastre-se agora!